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Hoje foi um dia um pouco quanto imprevisível. Primeiro, o convite pra ir pra praça.
Por motivo que eu desconheço, eu não tava querendo aquele lugar, tava tendo CAMBETA (Campeonato de Bet de Alfenas), ia ter MUITA gente, e isso me incomodava.
Eu tentei de tudo, desde falar até encher, até dizer que eu tava anti-social e não queria ir pruma festa de cidade. Mas como a gente já tava perto da desgraça, tive que concordar e passar no meio do mar de gente.
Antes, tinhamos ido até um pouquinho mais longe que a Puta-que-pariu pra comprar chup-chup, porque açaí não cabia no orçamento. Voltamos decepcionadas, a mulher não tinha congelado o suquinho feito com TANG.
Cansadas e com sede, fomos pra Pernambucanas afim de beber água. Cansadas até pra ir de escada, pegamos o elevador dos funcionários (ADORO modernidade em cidade minúscula). Bebemos, e quando eu ia pra escada, as meninas sumiram, brincando de fugir de mim. Eu, uma pessoa centrada, fui ao encontro delas sem nenhuma mudança de humor - em outro caso, eu sairia pulando e falando "Aaaaaaah, não vaaaaaaaale gente!" -. Elas saíram da loja na frente, e eu fui atrás.
Foi como se tivessem tentando me rescucitar, me dando choques pro meu coração voltar a bater. Por alguns momentos eu o senti pulsando dentro de mim. Um "oi" descompromissado da parte dele, um outro meu como resposta, apenas por gentileza.
Acho que fiquei azul ou pálida , pois as minhas amigas me perguntavam "Você tá bem?". Tive que mentir, não gosto de fazer o papel da traída deprimida. "Sim! To bem! :)".
Eu não tava bem.
A vida é uma filha-da-mãe. Tudo conspirou pra que esse encontro acontecesse e acordasse o fantasma da nossa relação dentro de mim.
Se o lenço que eu usei não tivesse sumido na hora de eu por, eu não teria me atrasado e isso não aconteceria. Se a moça do chup-chup os tivesse feito, eu não estaria saindo da loja, pois não estaria com sede. Se as minhas amigas não tivesses saído correndo, eu não teria que alcançá-las, e teríamos saído depois.
Pô, eu não tava querendo ir pra praça.
Mas como dizem, Deus escreve certo por linhas tortas e isso um dia vai me favorecer.
Tive que vir aqui e postar sobre o acontecido, pois com a minha mãe não consegui conversar.
Bem, já tô tentando não pensar muito mais nisso.
Beijos.
Um comentário:
Maaaria ,
eu adooro seu jeito
de escrever :b
aan , aqui é a
Jessica Boorges :D
ee eu não sei pq
aparece aqui qe eu tenho
um blog , mas eu não tenho :S
beijoos :*
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