Como eu sei que NINGUÉM lê isso, não tô medindo palavras.Beeem, tecnicamente eu tô de férias, mas ainda tenho umas 2 ou 3 provas de recuperação pra fazer.
E, por incrível que pareça, eu to achando o fim do mundo entrar de férias. É na escola que, diariamente, eu experimento o gostinho da felicidade. Tá certo que é de vez enquando, mas os que eu tenho, são lá. Rodeada de amigos... é assim que eu o sinto, o sentimento mais desejado.
Agora, férias, sem escola, apenas casa/tv/pc/chorar. Vai ser difícil.
O bom é que as férias de Julho são pequenas, e daqui a umas 2 semanas, mais ou menos, eu volto pra escola.
Pensando sobre isso, lembrei do Harry Potter, que ficava todo tristinho em ir pra casa nas férias. Se bem que eu não fui criada por uma tia, mas a sensação de solidao é a mesma.
A minha mãe não pára de trabalhar, não consigo conversar se quer cinco minutos com ela. Meu pai? Dá pra conversar, mas ele faz piada de tudo, e tem hora que estrapola. E muito.
Meu irmão tem nove anos, não sabe nem escrever direito, quem dirá entender um desabafo de uma deprimida.
O que me resta é a cacau. Não fala, não dá opinião. Perfeita. Só escuta.
Falando em depressão, hoje eu tava escutando (na verdade, conversando.. mas como eu nunca falo nada mesmo.. hehe) as minhas atuais amigas, as de paraguaçu, falarem:
Paulinha "Nossa, mas a Débora tem uma cara de sofrida.. A Maria Paula tbm"
*Vanessa e Rebecca olham pra mim*
"Maria Paula? É a mais feliz velho, que isso."
O que na hora me deu vontade de gritar, berrar pro mundo ouvir que eu preciso de ajuda.
CARALHO, deve ser por isso que ninguém percebe. Eu tenho tanta capacidade de esconder meus sentimentos, que os que necessitam de ser expostos eu não exponho. É como uma pessoa que não pode suar, a temperatura do corpo sobe, sobe, sobe, sobe, e uma hora ela morre, por não transpirar.
Eu preciso transpirar. Deixar que saiam os sentimentos através de meus poros, mas isso é quase inalcançável pra mim.
Uma coisa que ontem eu notei, que me deixa razoavelmente menos deprimida, é a música. Sentei na cama com meu violão (por isso a foto, meu prozac particular), e começei a tocar solos. Depois de uma meia hora assim, sai da cama e começei a cantar. Instantâneamente eu fiquei feliz. Música é meu antidepressivo de cabeçeira, sem isso, não dá pra ser.
Bom, é isso,
um abraço pra quem fica, porque eu vou lá me consultar com a Cacau.
Até.
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